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Transição pacífica deve começar agora no Egito, diz Obama

Em coletiva na Casa Branca, Obama disse a Mubarak que os EUA estão à disposição do povo egípcio para ajudar no processo .

O presidente americano, Barack Obama, concedeu entrevista coletiva na noite desta terça-feira sobre o pronunciamento realizado mais cedo pelo presidente do Egito, Hosni Mubarak, em que ele anunciou que não disputará a presidência novamente. Obama disse ao presidente Hosni Mubarak que a transição política ordenada e pacífica deve começar "agora" no Egito.

Falando para os jornalistas na Casa Branca, em Washington, Obama afirmou que os Estados Unidos estão "prontos para prestar qualquer ajuda necessária ao povo egípcio" no rescaldo das manifestações que reivindicam a renúncia de imediata de Mubarak.

O presidente americano também elogiou o Exército egípcio por permitir que milhares de pessoas protestassem pacificamente contra o governo de Mubarak.

Protestos convulsionam o Egito
A onda de protestos contra o presidente Hosni Mubarak, iniciados em 25 de janeiro, tomou nova dimensão no dia 29. O governo havia tentado impedir a mobilização cortando a internet, mas a medida não surtiu efeito. O líder então enviou tanques às ruas e anunciou um toque de recolher - ignorado pela população - e disse que não renunciaria. Além disso, defendeu a repressão e anunciou um novo governo, que buscaria "reformas democráticas". A declaração foi seguida de um pronunciamento de Barack Obama, que pediu a Mubarak que fizesse valer sua promessa de democracia.

O governo encabeçado pelo premiê Ahmed Nazif confirmou sua renúncia na manhã de sábado. Passaram a fazer parte do novo governo o premiê Ahmed Shafiq, general que até então ocupava o cargo de Ministro de Aviação Civil, e o também general Omar Suleiman, que inaugura o cargo de vice-presidente do Egito - posto inexistente no país desde o início do governo de Mubarak, em 1981. No domingo, o presidente egípcio se reuniu com militares e anunciou o retorno da política antimotins. A emissora Al Jazeera, que vinha cobrindo de perto os tumultos, foi impedida de funcionar.

Enquanto isso, a oposição segue se articulando em direção a um possível novo governo para o país. Em um dos momentos mais marcantes desde o início dos protestos, ElBaradei discursou na praça Tahrir e garantiu que "a mudança chegará" para o Egito. Na segunda-feira, o principal grupo opositor, os Irmãos Muçulmanos, disse que não vão dialogar com o novo governo. Depois de um domingo sem enfrentamentos, os organizadores dos protestos convocaram uma enorme mobilização para a terça, dia 1º de fevereiro. Uma semana após o início dos protestos, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que informações não confirmadas sugerem que até 300 pessoas podem ter morrido e que há mais de 3 mil feridos do país.

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