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EUA devem iniciar diálogo sobre cooperação energética com Cuba

Os Estados Unidos devem iniciar um diálogo direto com Cuba para estimular a cooperação energética e ambiental e reduzir a dependência da ilha da Venezuela, revela um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Centro para a Democracia nas Américas (CDA).

O centro, que defende a flexibilização do embargo dos EUA contra Cuba, descreveu em um relatório de 59 páginas as dez mudanças que, segundo ele, Washington deve realizar para promover a cooperação energética com a ilha.

"Não podemos impedir que Cuba faça explorações (petrolíferas) (...). Nosso relatório recomenda ações eficazes para proteger tanto nossos interesses nacionais quanto nossos insubstituíveis recursos litorâneos", disse Sarah Stephens, diretora-executiva do CDA.

A estabilidade econômica em Cuba beneficia os EUA e, nesse sentido, o governo de Washington deve "encorajar" a independência energética da ilha, levando em conta os "riscos estratégicos e políticos" da dependência do petróleo estrangeiro, disse.

Citando o Serviço Geológico dos EUA, o CDA revela que existem reservas de petróleo de aproximadamente 5 bilhões de barris e 9 trilhões de pés cúbicos de gás natural em terrenos que pertencem à Cuba no Golfo do México.

A exploração de petróleo com fins comerciais transformaria a economia da ilha e poderia ajudar em sua estabilidade o que, por sua vez, "poderia alterar significativamente" suas relações com a Venezuela e o resto de América Latina, Ásia e outros países de grande produção ou consumo de recursos energéticos, diz o relatório.

O documento adverte que, atualmente, a produção de energia em Cuba não responde à sua demanda diária e o país depende da Venezuela para quase dois terços de suas necessidades.

O CDA disse que o embargo contra Cuba é uma consequencia da Guerra Fria que só impede que as companhias americanas colaborem nos esforços para extrair recursos em alto-mar e impede que os EUA tenham um plano de ação adequado em caso de potenciais vazamentos.

Por isso, além do diálogo direto, o relatório propõe, entre outras medidas, que os EUA permitam que as empresas americanas participem com Cuba caso se produza um vazamento, a troca de informação científica e o aumento da colaboração bilateral.

Além disso, a análise propõe apoiar uma medida bipartidária, apresentada em 2010 pelos legisladores republicanos Jeff Flake e Lisa Murkowski e pela democrata Mary Landrieu, que permitiria às companhias americanas participar com Cuba de operações de prospecção petrolífera e de planejamento de resposta à crise.

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