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Prefeito de Manaus pede desculpas por discussão com paraense

O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), pediu desculpas pela confusão causada por uma discussão que teve com uma moradora paraense de uma área de risco na comunidade Santa Marta. O petebista, que compareceu a um evento de combate à dengue nesta sexta-feira, disse que quis chamar a atenção para a ocupação por moradias em áreas de encostas. Ele aproveitou para criticar políticos que só iriam a zonas de risco em época eleitoral e se omitiriam em momentos de tragédias. "Quando tem uma tragédia não aparece nenhum, não aparece ninguém", afirmou.

Em vídeo divulgado no YouTube, Amazonino fala com moradores sobre a necessidade de deixarem o local. "O senhor quer nos ajudar como, prefeito?", pergunta uma mulher. "Não fazendo casas onde não deve", disse o petebista. "Mas nós estamos morando aqui, prefeito, porque não temos condições de ter uma moradia digna", retrucou ela. "Minha filha, então, morra, morra!", disse o petebista.

"Se por ventura isso resultou no entendimento negativo contra o Estado do Pará, eu peço desculpas porque não foi essa a intenção, não tem nada haver. Vocês paraenses são meus irmãos como são os amazonenses. Nós somos todos da Amazônia e não se pode discriminar no espírito republicano ninguém. Nem se fosse peruano que tivesse aqui, boliviano, é ser humano", disse.

Mendes chegou à escola Estadual Dorval Varela Moura no bairro Nova Cidade, zona norte da capital, junto com o governador amazonense, Omar Aziz, por volta das 9h, no evento que marcou o Dia D de combate ao mosquito da Dengue. Durante a coletiva, ele disse que "só entendeu contrário quem quis entender o contrário". "Eu quero chamar a atenção para o seguinte: olha, todo mundo entendeu o que eu quis dizer e o que quis fazer".

"Quando eu fiz a pergunta de onde você é, aí a mulher: 'sou do Pará'; eu digo 'tá explicado', minha gente, está explicado não é porque ela é paraense não, (é) porque está lotado de maranhense, de roraimense, de amazonense nessas áreas", disse ele.

Amazonino Mendes cobrou ainda políticas públicas da União, Estado e município para resolver o problema das ocupações irregulares de áreas por famílias de baixa renda. Ele cobrou ainda de Estados vizinhos políticas para "conter essa população de sofredores" que vão para o Amazonas "ser humilhados com a própria vida, a vida de seus filhos, suas famílias. Eles não fazem isso por que querem. Eles são praticamente escorraçados. Ele vem pra cá com esperança".

Ao final da entrevista o prefeito chamou a atenção para o fato de Manaus ser entrecortada por 1.045 braços d'água - igarapés, braços de igarapés e nascentes, muitos ocupados por famílias em habitações precárias.

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