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Turismo começa a ser retomado na Tunísia e no Egito

A Organização Mundial do Turismo (OMT) comemorou nesta quinta-feira a retomada do turismo no Egito e na Tunísia, depois das recentes revoltas populares, considerando que poderá ter um "papel importante na recuperação econômica".

"A OMT cumprimenta os esforços das autoridades turísticas no Egito e na Tunísia para restabelecer a confiança dos turistas e dos governos estrangeiros e atualizar os conselhos a seus viajantes", afirmou esse órgão, dependente das Nações Unidas, em comunicado.

"O turismo é um componente central nas economias destes dois países e, com a volta dos turistas, pode ter um papel importante na reativação econômica em geral", considerou a OMT.

O setor turístico representa 6% do PIB no Egito e 10% na Tunísia. No último ano, o Egito obteve US$ 13 bilhões com a entrada de 15 milhões de turistas, enquanto na Tunísia os ganhos elevaram-se para US$ 3 bilhões com 7 milhões de visitantes, segundo a OMT.

Trata-se de "um setor econômico muito resistente" e "um dos primeiros a se recuperar", afirmou o secretário-geral, Taleb Rifai.

"Os principais lugares turísticos voltaram a abrir ao público, as companhias aéreas retomaram seus voos, as agências de viagens na maioria dos mercados importantes voltaram a vender pacotes", informou a OMT.

Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi
Impulsionada pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito, a população da Líbia iniciou protestos contra o líder Muammar Kadafi, que comanda o país desde 1969. As manifestações começaram a tomar vulto no dia 17 de fevereiro, e, em poucos dias, ao menos a capital Trípoli e as cidades de Benghazi e Tobruk já haviam se tornado palco de confrontos entre manifestantes e o exército.

Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta do que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que Força Aérea líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estima-se que centenas de pessoas, entre manifestantes e policiais, tenham morrido.

Além da repressão, o governo líbio reagiu através dos pronunciamentos de Saif al-Islam , filho de Kadafi, que foi à TV acusar os protestos de um complô para dividir a Líbia, e do próprio Kadafi, que, também pela televisão, esbravejou durante mais de uma hora, xingando os contestadores de suas quatro décadas de governo centralizado e ameaçando-os de morte.

Além do clamor das ruas, a pressão política também cresce contra o coronel Kadafi. Internamente, um ministro líbio renunciou e pediu que as Forças Armadas se unissem à população. Vários embaixadores líbios também pediram renúncia ou, ao menos, teceram duras críticas à repressão. Além disso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez reuniões emergenciais, nas quais responsabilizou Kadafi pelas mortes e indicou que a chacina na Líbia pode configurar um crime contra a humanidade.

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