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Turquia pede que Mubarak responda ao desejo de mudança do povo

Manifestantes protestam enquanto marcham em direção à praça Tahrir, no centro do Cairo.


O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu nesta terça-feira ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, uma resposta sem hesitação ao desejo de mudança expresso nos protestos da última semana.

"Escute os gritos do povo e suas reivindicações", afirmou Erdogan, em um discurso ante os deputados de seu partido na sede do Parlamento, antes de acrescentar que pretendia "fazer uma recomendação, uma advertência sincera ao presidente Mubarak".

"Tem que satisfazer sem hesitações a vontade de mudança do povo", completou.

Egípcios desafiam governo Mubarak
A onda de protestos dos egípcios contra o governo do presidente Hosni Mubarak, iniciados no dia 25 de janeiro, tomou nova dimensão na última sexta-feira. O governo havia tentado impedir a mobilização popular cortando o sinal da internet no país, mas a medida não surtiu efeito. No início do dia dia, dois mil egípcios participaram de uma oração com o líder oposicionista Mohama ElBaradei, que acabou sendo temporariamente detido e impedido de se manifestar.

Os protestos tomaram corpo, com dezenas de milhares de manifestantes saindo às ruas das principais cidades do país - Cairo, Alexandria e Suez. Mubarak enviou tanques às ruas e anunciou um toque de recolher, o qual acabou virtualmente ignorado pela população. Os confrontos com a polícia aumentaram, e a sede do governista Partido Nacional Democrático foi incendiada. O número de mortos é incerto, mas se aproxima de 30 em todo o país, segundo fontes médicas. Os feridos passam de 800.

Já na madrugada de sábado (horário local), Mubarak fez um pronunciamento à nação no qual ele disse que não renunciaria, mas que um novo governo seria formado em busca de "reformas democráticas". Defendeu a repressão da polícia aos manifestantes e disse que existe uma linha muito tênue entre a liberdade e o caos. A declaração do líder egípcio foi seguida de um pronunciamento de Barack Obama, que pediu a Mubarak que fizesse valer sua promessa de democracia.

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