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PR: PM ocupa Assembleia por supostas ameaças a presidente

Os policiais militares ocupam a Assembleia desde a 1h desta quarta-feira, por determinação do governador Beto Richa.

Mais de 100 policiais militares do Paraná ocupam o prédio da Assembleia Legislativa do Estado desde a 1h desta quarta-feira, por determinação do governador Beto Richa (PSDB), que atendeu a pedido do novo presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB). A medida é uma reação de Rossoni às ameaças que diz ter sofrido dos seguranças da Casa antes mesmo de tomar posse, na terça-feira, por conta das medidas que anunciou para sanar a administração da Assembleia. Rossoni prometeu rever aposentadorias, demitir todos os cargos em comissão e recadastrar todos os servidores efetivos porque ainda vê indícios de funcionários fantasmas ou servidores que recebem mais do que têm direito.

Liderados pelo presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia, Sindilegis, Edenilson Carlos Ferry, segurança da Casa, um grupo de servidores teria se rebelado contra as medidas, fazendo ameaças ao novo presidente. Segundo relatos de alguns deputados, os seguranças chegaram a exibir armas a Rossoni.

Edenilson Ferry disse que a operação é uma retaliação de Rossini a uma série de denúncias que o sindicato preparava contra ele. "Ele tem mais de 50 funcionários em seu gabinete, alguns, sim, ganhando mais do que deputados. Há também contratos superfaturados do tempo em que ele era segundo secretário", disse. "A empresa de segurança que ele quer contratar foi a maior doadora da campanha dele", emendou. Ferry disse que desapareceram documentos da sala de segurança, "inclusive os que incriminavam Rossoni" e avisou que levará um dossiê contra o deputado à Justiça na tarde de hoje.

Rossoni disse que a Polícia Militar fará a segurança da Casa até a contratação de uma empresa privada para prestar o serviço. Ele anunciou que exonerará todos os seguranças comissionados da Casa, a quem acusou de formar um poder paralelo. "Os seguranças não estavam trabalhando direito. Não tinha nenhum à noite, por exemplo, estavam mandando na Assembleia. Só entrava e circulava aqui quem eles queriam. E alguns deles ganhavam mais que deputados", disse. O Sindilegis entrou com um mandado de segurança solicitando a retirada dos policiais, sob a alegação de ser inconstitutional a segurança da Assembleia ser prestada por policiais que deveriam estar nas ruas.

No documento em que solicita a ocupação, o novo presidente pede ao governador policiamento para "garantir incolumidade desta Assembleia a partir da 0h do dia 2 de fevereiro por tempo indeterminado". A Polícia Militar passaria a fazer a segurança da Casa, substituindo os atuais seguranças. Os policiais não deixaram ninguém entrar no prédio durante a madrugada, só liberando a entrada dos funcionários às 7h40.O tenente-coronel da PM Arildo Luiz Dias, responsável pela ocupação, não falou com a imprensa durante a madrugada. A expectativa é de que a PM se pronuncie nesta manhã. O presidente da Assembleia também prometeu uma coletiva de imprensa para explicar a medida.

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