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Bancos estimam crescimento de 4,6% do PIB brasileiro em 2011

O crescimento do Produto Interno Bruto no ano de 2011 deve ficar em 4,6%, segundo dados de fevereiro divulgados nesta quinta-feira pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O número é 0,1 ponto percentual superior do que o previsto em dezembro do ano de 2010.




Na pesquisa foram ouvidos 33 consultores entre os dias 27 de janeiro a 1º de fevereiro. Segundo a expectativa deles, a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 5,5% no ano, número 0,3 ponto percentual maior do que o estimado em dezembro. "Temos um cenário de crescimento, de pressão inflacionária, de melhora comercial", disse Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban.



A Selic deve fechar o ano no patamar de 12,25% ao ano, 1 ponto superior a taxa atual e igual ao previsto em dezembro. Em 2012, a taxa básica de juro, segundo os bancos, terá queda e ficará em 11% ao ano.




O patamar esperado para o dólar ficou estável ante a pesquisa de dezembro, em R$ 1,75 para o final deste ano e R$ 1,80 para o final de 2012. As reservas cambiais também tiveram alta em sua expectativa, passando para US$ 308,5 bilhões. "O Banco Central vai continuar sua política de segurar o real, comprando dólares"



Os números da Febraban para o crédito neste ano são, segundo Sardenberg, mais otimistas que os do Banco central. As operações totais terão, para a instituição, crescimento de 18% em 2011, número 0,2 ponto maior que o previsto em dezembro. Para as pessoas físicas, o crescimento do crédito deve ficar 17%, 0,3 ponto maior que o de dezembro, e especificamente para compra de veículo de 17%, 0,1 ponto maior que o previsto em dezembro. "Não tivemos um impacto muito grande das expectativas. Estamos positivos na expansão do crédito". O patamar esperado para taxa de inadimplência do final do ano teve uma queda de 0,1 ponto ante dezembro, indo para 4,5%.




A balança comercial tem expectativa de saldo US$ 9,3 bilhões no fim do ano, ante US$ 7,8 bilhões que constavam no relatório de dezembro. "É uma resposta ao cenário externo mais favorável. Isso será derivado, principalmente, do aumento das exportações", disse Sardenberg, citando a valorização das matérias primas que o País exporta.



Ainda nas expectativas dos bancos estavam o aumento de 5,1% da produção industrial, alta de 5,9% do Índice Geral de Preços (IGP), crescimento do PIB americano em 2,9% e o risco Brasil em 181,3 pontos.

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