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Jogadores do Corinthians minimizam demissão de William

O ex-zagueiro William assumiu a função de gerente de futebol do Corinthians respaldado por seus antigos companheiros - a amizade com o elenco que capitaneou nos últimos três anos seria um trunfo em sua nova empreitada. Mas, no dia em que ele anunciou demissão (por divergência com o restante da diretoria), os jogadores preferiram falar pouco sobre o assunto e evitar polêmica com o presidente Andrés Sanchez.

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"Para dizer a verdade, nem posso falar muito do William como gerente. Foi uma passagem bem rápida. Nós convivemos mais quando ele era jogador", esquivou-se o meia Morais, antes de definir o demissionário como um "ser humano muito bom".

Como sequer dividiu vestiário com William nos últimos anos, o lateral esquerdo Fábio Santos minimizou ainda mais a saída do gerente. "A demissão é uma coisa natural, cada vez mais frequente com os profissionais do futebol. Os atletas procuram não se envolver nem se preocupar tanto e deixar essas coisas para a diretoria", comentou.

William decidiu se desligar do Corinthians depois que foi desautorizado pelo restante da diretoria de negociar a contratação de Willian Magrão, do Grêmio. O volante já havia até procurado alguns amigos corintianos para se informar sobre a transferência. "O Willian Magrão me ligou para perguntar como eram as coisas no Corinthians. Ele disse que a vinda para cá poderia dar certo", contou Fábio Santos.

Já Morais chegou até a aprovar a indicação de um substituto para William na gerência de futebol do Corinthians: Paulo Angioni, com quem trabalhou no Bahia e no Vasco. O dirigente também tem passagem pelo Parque São Jorge. "O Paulo é um nome bom para qualquer lugar. Sou suspeito a falar dele. Fora o respeito que tenho por ele, todo mundo sabe que é uma pessoa muito competente. O Bahia estava mal pra caramba, e ele conseguiu armar um time bom com os contatos dele", enalteceu o meia.

Enquanto os jogadores do Corinthians fogem das perguntas sobre a demissão de William, seguindo o exemplo do técnico Tite, a diretoria se omite ainda mais. O presidente Andrés Sanchez, o diretor de futebol Roberto de Andrade e seu adjunto Duílio Monteiro Alves ainda não se posicionaram sobre a saída do ex-jogador. Apenas um pequeno comunicado foi exposto no site oficial do clube.

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